segunda-feira, 26 de abril de 2010

Alice no País das Maravilhas



Alice tinha tudo para ser um filme excelente; uma história interessante e enigmática que se encaixa perfeitamente no perfil do diretor Tim Burton, ótimos atores e efeitos especiais. Contudo, Alice No País da Maravilhas decepcionou no sentidos enredo e dinâmica. Para quem espera um filme tal como o desenho e o livro, aparentemente para crianças, mas que possuem uma enorme carga de mensagens subentendidas, adianto que o novo filme não conta tanto com isso; Alice de Tim Burton é um filme dedicado especialmente ao público infantil. Observa-se uma grande dedicação do diretor em criar um cenário tão arrebatador e personagens excêntricos, que Burton esqueceu da história em si. É sim, um novo roteiro, Alice está mais velha e de volta ao País das Maravilhas, mas por fim, a nova história ficou muito sem graça e entediante; nem mesmo o Chapeleiro Maluco, interpretado por Johnny Deep, atingiu as expectativas; a protagonista é fraquinha no quesito 'expressão'; e a Rainha Branca (Anne Hathaway) é extremamente cansativa. Se o filme tem um destaque, esse é a Rainha de Copas, interpretada por Helena Bonham Carter, é única personagem brilhante do filme. Enfim, Alice No País das Maravilhas foi uma decepção; recomendo apenas para quem tem filhos, sobrinhos, ou qualquer outro alguém que esteja interessado em ver filmes infantis.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Recomendações: Clássicos Musicais


Músicas envolventes, coreografias geniais e cenários esplendorosos, tudo isso embalado por roteiros fascinantes. Os clássicos musicais conquistaram todas as faixas etárias até quando direcionados para o público infantil, como 'O Mágico de Oz' (1939) e 'Mary Poppins' (1964). É impossível não se impressionar com as coreografias e o brilhante sapateado de Gene Kelly em 'Cantando na Chuva' (1952), com a linda voz de Julie Andrews e as belas paisagens em 'A Noviça Rebelde' (1965), ou com a divertida interpretação de Audrey Hepburn em 'Minha Bela Dama' (1964). 'Oklahoma!', 'Amor, Sublime Amor', 'Sinfonia de Paris', 'Oliver!', 'O Rei e Eu', entre muitos outros! Se o cinema americano tem (ou teve) um forte em seu histórico, eu diria que seriam os seus grandes musicais. Ao vermos os musicais mais antigos (até os menos antigos como 'Grease - Nos Tempos da Brilhantina', de 1978 e o revolucionário hippie 'Hair'), observamos o grande abismo que existe entre eles o cinema americano atual ('High School Musical' é uma prova disso). É claro que há alguns musicais atuais que se salvam, como 'Moulin Rouge' (2001) e 'Chicago' (2002), mas ainda assim não estão no mesmo nível dos anteriores. Vale lembrar que esses filmes também influenciaram de forma decisiva as animações infantis da Disney que, passaram a introduzir canções ao longo do enredo, deixando assim, a projeção mais interessante. Eu poderia indicar muitos musicais, pois existem muitos que valem a pena de serem assistidos; mas ao lado estão meus quatro favoritos: 'Cantando na Chuva', 'A Noviça Rebelde', 'Minha Bela Dama' e 'Grease'. Assistam!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Um Sonho Possível



Podemos chamar 'Um Sonho Póssivel' de típico draminha americano. Não é que a história seja comum ou clichê, mas a estrutura que segue é bem usual. Em resumo, é um bom filme, não um daqueles 'espetaculares!' de modo algum, mas é um filme muito gostoso de assistir. Chega a emocionar, pelo fato de ser baseado em uma história real. E mais importante, vale muito a pena ver a atuação da Vencedora do Oscar, Sandra Bullock; ainda digo mais: se não fosse o trabalho da atriz, o filme estaria em uma escala de, no máximo, regular. 'Um Sonho Possível' não agradou muito o público brasileiro, e acredito que umas das razões seria pelo grande destaque dado ao futebol americano (algo que não atrai o povo do Brasil). Outro motivo da 'não-tão-grande' bilheteria seria pelo péssimo e pouco atrativo trailer? Ou seria porque o drama 'água com açúcar' está em cartaz junto a filmes como 'Ilha do Medo' e o 'O Livro de Eli', que possuem, de certa forma, um enredo mais dinâmico? Acredito fortemente que pelas duas razões. Por fim, diante de tudo, fica a recomendação: assista 'Um Sonho Possível'! É um filme light, possui uma história bonita e interessante, e vale a pena ver!

sábado, 3 de abril de 2010

Recomendações: Quentin Tarantino


Diálogos afiadíssimos, cronologia não-linear, violência e sangue... muito sangue! O peculiar Quentin Tarantino então atingiu seu patamar no meio cinematográfico. Seus filmes não agradam a todos, mas também não agradam apenas a um grupo específico; é sim um cinema de alta cultura pop e sangue jorrando, mas também possui traços de linha mais cult. 'Pulp Fiction' é geralmente dita como sua obra-prima e é realmente digna desse título; ou melhor, 'Pulp Fiction' é um dos melhores filmes já feitos na história do cinema. Contudo, em seu mais recente filme 'Bastardos Inglórios', Tarantino atingiu um novo grau de genialidade, com esse novo filme, ao meu ver, o diretor ganhou mais uma obra-prima. Por isso, 'Pulp Fiction' e 'Bastardos Inglórios' são os filmes de Quentin Tarantino os quais mais recomendo; também indico 'Cães de Aluguel' e 'Kill Bill'. Divirtam-se com o trabalho notável desse grande e excelente diretor!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Chico Xavier


Ótimos atores interpretando uma trajetória marcante como a de Chico Xavier, não tinha como o filme não dar certo. Pode-se dizer que o filme é uma grande homenagem ao conhecido medium, realmente digna de um centenário. Um filme sem invenções e sem muitos melodramas; e para quem duvidar da veracidade de algumas passagens, eu sugiro que fique até o final veja o próprio Chico Xavier comprovando as histórias. Não há como não se emocionar, tanto com o enredo quanto com Angelo Antônio, Nélson Xavier, Tony Ramos, Christiane Torloni e até mesmo o menino Matheus Costa em suas performances incríveis. Certamente não é um filme espírita como muitos pensam que seja, é um filme para todos - católicos, evangélicos, ateus, enfim. É um filme muito bonito, e nele observamos que no meio dos tantos filmes sobre favela, polícia e tráfico e das comédias, vemos que o cinema nacional também vem se destacando e provando ser de grande qualidade quando biográfico - como 'Cauzuza, o tempo não pára', 'Zuzu Angel', e até mesmo 'Os Dois Filhos de Francisco', entre outros - (com exceção de Lula, o filho do Brasil, é claro!!). Recomendo a todos que assistam Chico Xavier, é imperdível!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Lembranças


"Gandhi disse que não importa o que você faça em sua vida, será insignificante. E que é muito importante que você faça!" É basicamente assim que 'Lembranças' começa, essa frase poderia dar ao filme uma lição de moral interessante, mas a mensagem se perde no meio de tudo, só sendo retomanda no final, quando ninguém mais lembrava dela. Em resumo, é um filme chato, especialmente nas cenas de Tyler (o lindo, Robert Pattison) com Ally (a bonitinha, porém cansativa, Emilie de Ravin). O que ainda salva são as cenas com Pierce Brosnan (pai de Tyler) e com a irmanzinha mais nova do protagonista. Pattinson, mesmo sendo fraquinho na atuação, ainda é interessante de ser ver - o ator podia encher o filme de tentativas frustradas de boa atuação, mas por fim, ele nem se quer tenta mostrar alguma expressão em seu rosto (apenas encara o chão) - depois de uma atuação relativamente boa em 'Poucas Cinzas', eu esperava mais de Robert. Poderia ser um daqueles filmes nos quais dizemos "O final salvou o filme!", pois o desfecho é bem bolado, mas o filme é tão entediante e você fica tão ansioso pra que acabe logo que nem o final surpreendente salva. Não recomendo.

domingo, 21 de março de 2010

Ilha do Medo


Tal como Tim Burton e Johnny Deep, Martin Scorsese e Leonardo Di Caprio estão se mostrando, cada vez mais, um par perfeito. Depois de 'Gangues de Nova York', 'O Aviador' e 'Os Infiltrados', eles agora estão juntos em 'Ilha do Medo'. Claro que depois de 'O Aviador' e do vencedor do Oscar 'Os Infiltrados' não há quem conteste a competência de Scorsese como diretor, ele é realmente brilhante e continua se superando a cada filme que faz. Não é a toa que 'Ilha do Medo' desbancou 'Avatar' e agora lidera as bilheterias brasileiras; o filme é envolvente e intrigante, deixa o espectador ficar, por muitas vezes, em dúvida sobre o que é real e o que é delírio, e prende o público do começo ao fim. A dúvida fica até sobre o gênero do filme, seria um policial? um filme de guerra? um drama? ou um suspense? Eu diria que há um pouco de tudo. O filme se passa nos anos 50 e Martin Scorsese explorou bastante o estilo; desde a intensa neblina até a trilha sonora. 'Ilha do Medo' não é apenas mais uma prova da genialidade de Scorsese, mas também mais uma prova do grande talento de Leonardo Di Caprio que, ao longo de suas interpretações, vem se mostrando cada vez mais um excelente ator. Fica a sugestão, assistam 'Ilha do Medo', é um grande e surpreendente filme!