sábado, 12 de junho de 2010

O Golpista do Ano


Baseado em uma história inacreditavelmente real, 'I Love You Phillip Morris' (estranhamente traduzido para 'O Golpista do Ano') chega às telonas. Filmes sobre malandros, vigaristas, golpistas e afins, não são novidade; e temáticas gays também já viraram moda no meio cinematográfico. Essa agradável comédia então, é a junção dos dois. A trama conta a história de Steven Russell (interpretado por Jim Carrey), um golpista que vai para a prisão e se apaixona por Phillip Morris (Ewan McGregor). Steven Russell não consegue se manter fora dos golpes e das mentiras, o que eventualmente o leva de volta à prisão por 4 vezes (das quais consegue fugir), e deixa seu relacionamento com Phillip conturbado. É um filme engraçado, não chega a ser hilário; contudo é relaxante e divertido. Jim Carrey, um ator naturalmente teatral, esbanja todo o seu talento característico interpretando um Steven Russell "gay, gay, gay" - como o próprio personagem auto se define. Ewan McGregor está espetacular e divinamente afetado no papel do delicado Phillip Morris. E até mesmo personagens secundários, como Jimmy (Rodrigo Santoro) e Debbie (Leslie Mann), dão ótima contribuição ao desenrolar da trama. Recomendo, sim, que assistam 'O Golpista do Ano'! Também sugiro que observem além da comédia aparente e enxerguem as críticas feitas pelo filme, em especial ao governo.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Fúria de Titãs


Enquanto assistia às lutas entre deuses, humanos, semideuses, e entre outros seres, em 'Fúria de Titãs', eu travava uma própria batalha interna contra o sono. O péssimo roteiro, a direção medíocre e os ineficazes atores deixam o filme, digamos que, ridículo. O diretor Louis Leterrier se superou e conseguiu fazer um filme pior do que seus anteriores (convenhamos, uma tarefa bastante árdua depois da série 'Carga Explosiva' e 'O Incrível Hulk'). Chega a ser até um crime chamar Sam Worthington de ator (juro que tentei enxergar algum resquício atuação alí, mas confesso que não consegui - ele fica melhor na cor azul e computadorizado, como em Avatar). As cenas de ação que trazem criaturas imaginárias, como os escorpiões gigantes, o Kraken e a medusa, são o ponto forte (aliás, o único ponto forte) do filme. Porém, essas cenas empolgantes entram em contraste com as cenas chatas e entediantes que sucedem; e para piorar, temos que ouvir ‘clicherismos’ como 'Meu pai me ensinou algo que sempre levo comigo, ele disse que... blá-blá-blá!'. Santa paciência! Não recomendo!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Recomendações: Filmes de Dança


A dança é algo que naturalmente agrada os olhos do público e sempre agradou os produtores de Hollywood; quando se junta uma história dançante e uma trilha sonora arrebatadora, o resultado é um contagiante filme de dança (daqueles que é praticamente impossível não se balançar um pouquinho na cadeira). Filmes assim agradam diversas faixas etárias, mas creio que o verdadeiro público alvo geralmente são os jovens; o que, de fato, é bom, pois tais enredos trazem protagonistas que se destacam por dançarem bem, não por valentia, beleza ou riqueza material, mas apenas por terem na dança uma paixão; um bom exemplo para a juventude atual. Dentre os filmes com foco na dança, existe, claro, os 'Tops de Linha'; em primeiríssimo lugar recomendo 'Os Embalos de Sábado à Noite' (1977) que conta com grande performance, charme natural e talento de John Travolta interpretando Tony Manero, com um roteiro muito bom ao som empolgante de Bee Gees e o cenário Disco dos anos 70, 'Os Embalos de Sábado à Noite' é um verdadeiro e espetacular show. Em seguida, temos 'Flashdance' (1983), trazendo Jennifer Beals como Alex Owens, a soldadora e dançarina exótica em busca do seu sonho de entrar numa famosa companhia de dança; a coreografia ao som de 'What a Feeling' é imperdível, aliás, o filme todo é embalado por uma fantástica trilha sonora, com músicas como 'She's a Maniac' e 'Lady, lady, lady'. Outro grande filme é 'Dirty Dancing' (1987), no qual Patrick Swayze dá uma verdadeira aula de dança e Jennifer Grey, como uma aluna exemplar, se junta ao ator para tornar esse filme encantador, tanto para profissionais de dança quanto para amadores; o filme conta com grandes faixas como 'Hungry Eyes' e 'She's Like the Wind', porém o grande destaque certamente é a coreografia de 'Time of my Life'. Em quarto lugar, eu indico Kevin Bacon e seu festival de dança, ginástica e rebeldia em 'Footloose' (1984), o ator interpreta Ren, um jovem apaixonado por musica e dança que vai parar em uma cidade onde tudo isso é proibido; é com absoluta certeza uma das melhores trilhas sonoras do cinema, trazendo canções como 'Footloose', 'Holding Out For A Hero', 'Let's Hear it For The Boy' e 'Never'. Existem vários outros filmes que trazem diversos tipos de dança, como hip hop, salsa, dança de salão, enfim. Vale a pena assistir esses filmes, aparentam ser puro cinema de entretenimento, mas acredite, nos proporciona muito conhecimento!

sábado, 29 de maio de 2010

O Escritor Fantasma


'O Escritor Fantasma' de Roman Polanski, o consagrado diretor de filmes como 'O Pianista', 'Tess', 'Chinatown', 'Busca Frenética' e 'O Bebê de Rosemary', conta a história de um ghostwriter (Ewan McGregor) encarregado de escrever a biografia do ex-Primeiro-Ministro inglês Adam Lang (Pierce Brosnan) depois da misteriosa morte do escritor anterior; o novo escritor fantasma encontra dificuldade em realizar seu trabalho, ainda mais quando o político recebe acusações por crimes de guerra. O tom do filme oscila entre um suspense, provocado pela solitária casa com paredes de vidro e pelo próprio mistério que cerca a trama; e ao mesmo tempo, um tom melancólico, opressivo e triste provocado pela solidão em que se encontra o protagonista, em uma ilha cinzenta, deserta e nublada. Roman acertou em cheio ao cotar Ewan McGregor para o papel principal, o ator está em incrível perfomance e carrega o filme com bastante segurança. O público acaba vendo o filme pela perscpectiva do escritor, que inicialmente parece ter uma personalidade confortavelmente entorpecida, mas que ao longo do enredo, como nós, vai gradualmente se envolvendo com a história. Destaque para a boa atuação de Pierce Brosnan, e também para as (propositalmente frias) atuações de Olivia Williams e Kim Cattrall. Indico, sim, 'O Escritor Fantasma'; é um filme muito bom no qual os pequenos detalhes de Polanski fazem toda a diferença!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Recomendações: Steven Spielberg


Se Steven Spielberg pudesse ser resumido em uma só palavra, esta seria ‘sucesso’. O diretor possui em sua carreira uma infinidade de blockbusters; tanto como diretor, quanto como produtor. Definir um determinado estilo para Spielberg é praticamente impossível, tendo em vista que, como diretor, seus filmes variam entre: as ficções científicas, como ‘Contatos Imediatos de Terceiro Grau’ (1977), ‘ET – O Extraterrestre’ (1982), ‘Jurassic Park’ (1997), ‘A.I. – Inteligência Artificial’ (2001), ‘Minority Report’ (2002) e ‘Guerra dos Mundos’ (2005); os filmes de guerra ou históricos, como ‘Império do Sol’ (1987), o vencedor dos Oscars de Melhor Filme e Melhor Diretor ‘A Lista de Schindler’ (1993), ‘Amstad’ (1997), o vencedor do Oscar de Melhor Diretor ‘O Resgate do Soldado Ryan’ e ‘Munique’ (2005); os dramas, como o belíssimo e engajado ‘A Cor Púrpura’ (1985) e o divertido ‘O Terminal’ (2004); o imperdível policial biográfico ‘Prenda-me Se For Capaz’ (2002); e toda a aventura da série ‘Indiana Jones’; isso tudo sem citar o grande sucesso do cinema que abriu verdadeiramente as portas para Spielberg, o suspense ‘Tubarão’ de 1975. O que todos esses filmes têm em comum é que são todos muito bem feitos, essa sim, é a grande característica de Steven Spielberg. Não é a toa que o diretor já recebeu muitas indicações a diversos prêmios, e ganhou vários deles. Ainda por cima, quando Spielberg firmou uma parceria com um dos maiores compositores de trilhas sonoras do cinema, John Williams (autor de trilhas como Star Wars, Indiana Jones, Tubarão, Harry Potter, A Lista de Schindler, entre outros). Existem muitos filmes de Steven que valem a pena serem assistidos; seus filmes são um verdadeiro show de efeitos especiais e uma grande aula técnica de como dirigir um filme. Assistam!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Robin Hood


Apesar de sua versatilidade, o diretor Ridley Scott acabou fazendo um filme bastante parecido com seu famoso 'Gladiador'; não apenas por ter Russell Crowe no papel principal, mas por seguir uma estrutura épica similar. A grande diferença é que 'Robin Hood' não conta com uma carga emocional tal como a de 'Gladiador'. 'Robin Hood' é o que pode-se chamar de 'mais um filme épico sem relevância'; é um filme muito bem editado e produzido, câmeras perfeitamente posicionadas para mostrar os melhores e mais bem calculados ângulos, bons figurinos e ótimos cenários, e uma trilha sonora (mesmo não sendo inovadora) razoavelmente boa. Contudo, o filme possui uma história, como já foi dito, sem relevância; o filme não acrescenta em absolutamente nada na vida de alguém (apenas nos deixa a dúvida: o que de fato Ridley Scott vê na constante falta de expressão de Russel Crowe?). Enfim, 'Robin Hood' é puro cinema de entretenimento, um filme épico que, apesar de muito bem feito e ensaiado, é comum. É sim, um bom filme, mas não é de forma alguma um filme 'espetacular!'. Fica então a sugestão: assistam 'Robin Hood', mas não esperem muito dele.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Recomendações: Clássicos do Terror



O cinema de terror, hoje, pode ser classificado como psicológico; são comuns as cenas de suspense, ruídos, sustos ou silêncio absoluto. Passamos da fase auge do filmes trash e estamos agora na era das versões americanas de filmes estrangeiros (em especial, japoneses - um verdadeiro festival de cabelos pretos e água). Contudo, os antigos clássicos do horror tinham como personagens alguns monstros mutantes, mortos-vivos (como em 'O Cemitério Maldito' ou 'A Noite dos Mortos Vivos'), psicopatas cruéis em busca de vingança (Freddy Krueger em 'A Hora do Pesadelo' ou Jason em 'Sexta-Feira 13') ou pessoas de algum modo relacionadas ao próprio demônio (como o brilhante 'O Exorcista', 'A Profecia' ou 'O Bebê de Rosemary'). Lobisomens, vampiros, bruxas, fantasmas, e até mesmo brinquedos assassinos como Chuck, eram usados para fazer medo ao público. As séries cinematográficas trazendo psicopatas assassinos, como 'A Hora do Pesadelo', 'Sexta-feira 13' e 'Halloween', conquistaram os espectadores de todo o mundo durante os anos 70 e 80. E até quando pensava-se que o estilo já estava saturado, veio a trilogia 'Pânico' para revitalizar o gênero de terror nos anos 90, sendo responsável pelo movimento conhecido como 'terror teen' e filmes como 'Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado', 'Lenda Urbana' e 'Anatomia'. Voltando aos clássicos, é impossível não recomendar o mestre Alfred Hitchcock (em especial 'Psicose'); e por fim, recomendo o clássico 'Poltergeist - O Fenômeno'; e o que, na minha opinião, é o melhor terror psicológico já feito, 'O Iluminado', que conta com a ilustre atuação de Jack Nicholson e com uma das cenas mais aterrorizantes da história do cinema (em que aparecem as irmãs assassinadas no fundo do corredor). Fica aí a sugestão! Divirtam-se!