segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Nosso Lar


Fracas atuações e uma narrativa densa e cansativa fizeram de 'Nosso Lar', um péssimo filme. Uma série de cenas pedantes se arrastam durante 102 minutos diante dos olhos do público - diálogos detalhistas e lentos, cenas auto-explicativas narradas de forma entediante, atuações que mais parecem de teatro infantil (com algumas exceções), e até o figurino tira a credibilidade do filme; por exemplo, quando o personagem principal estava no Umbral, uma espécie de purgatório, as almas que lá estavam mais pareciam vir direto do videoclipe 'Thriller' de Michael Jackson. Todavia, é difícil analisar um filme religioso sem aparentar preconceito; 'Nosso Lar' é baseado na importante obra do espiritismo brasileiro, o primeiro volume da série 'A Vida no Mundo Espiritual', escrita por Chico Xavier. Conta a história do espírito André Luíz, que após a morte, vai para outra dimensão, passando pelo Umbral e acolhido na colônia Nosso Lar, onde começa seu aprendizado rumo à evolução espiritual. Não conheço o livro, então falo pelos demais espectadores que se interessaram por 'Nosso Lar' apenas como entretenimento cinematográfico. 'Nosso Lar' é um filme muito ruim que, nem os efeitos especiais amenizaram sua situação. Depois de um filme excepcional como 'Chico Xavier', 'Nosso Lar' decepciona em basicamente todos os sentidos. Absolutamente não-recomendado!

sábado, 25 de setembro de 2010

Wall Street - O Dinheiro Nunca Dorme


'Wall Street - O Dinheiro Nunca Dorme', continuação do icônico 'Wall Street' de 87, é o que se pode chamar de um filme normal. Isso mesmo, normal: mediano, regular, médio critério, sem nada de extraordinário nem nada de desprezível. Bons atores, bons cenários, boa edição, e a quantidade de temáticas abordadas é extensa: relação entre pais e filhos, relação conjugal, vida profissional, ganância, ambição, perdão, entre outros tópicos, até chegar no fator principal, o dinheiro. É em um cenário de crise econômica que o filme se desenrola, com dinheiro e vingança andando de mãos dadas, e isso teria funcionado de forma espetacular, se não caísse naquelas velhas armadilhas melodramáticas de sempre, que deixam o filme previsível ao extremo. 'Wall Street' é um filme precioso para os economistas, mas para os demais cidadãos, haverá momentos que certos diálogos irão soar de forma cansativa aos ouvidos - não só os diálogos, mas algumas também cenas repetidas em flashback de forma desnecessária, pois não havia mistério que não pudesse ser facilmente deduzido pelo espectador. Por fim, volto a repetir, 'Wall Street - O Dinheiro Nunca Dorme' é um filme nada mais e nada menos do que médio. Ainda assim, recomendo.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Recomendações: Stanley Kubrick


Se houve um rebelde no cinema, esse foi Stanley Kubrick. Um diretor extremamente perfeccionista que procurava agradar, antes de mais nada, a si próprio - caso contrário, se não pudesse usar sua total liberdade criativa, preferia nem gravar. Para alguns, Kubrick é considerado polêmico, ou até mesmo, imoral; esse foi o preço pago por nunca pecar pelo descuidado ou negligência. E valeu a pena! Stanley Kubrick foi um dos maiores diretores do meio cinematográfico, sem sombra de dúvidas; seus filmes nunca deixavam de "dizer alguma coisa", ainda quando soavam ambíguos. Kubrick é responsável por grandes filmes, digo, clássicos, como: o épico "Spartacus"; o polêmico "Lolita"; o primoroso humor negro de "Dr. Fantástico"; "2001: Uma Odisséia no Espaço" - para muitos, a melhor ficção científica já filmada; o inovador e brilhante "Laranja Mecânica"; o genial suspense "O Iluminado", entre outros mais. Não é à toa que Stanley Kubrick foi um dos cineastas mais importantes do século XX, responsável por uma carreira notável, regular, bem-estruturada e com uma excelente recepção crítica. Vale à pena assistir a todos esses filmes!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Recomendações: Christopher Nolan


Se o super-herói Batman voltou a colecionar fãs por volta de todo o mundo, um dos responsáveis por isso é Christopher Nolan. O diretor executou um trabalho singular, diferente de todos os outros Batmans já existentes, e trouxe o homem-morcego de volta às telonas de forma brilhante em 'Batman Begins'. Se já não fosse o bastante, Nolan fez uma sequência para o filme ainda mais genial ainda, em 'Batman - O Cavaleiro das Trevas' (no qual contou com a grande e ilustre atuação de Heath Ledger no papel do insano vilão Coringa). Christopher Nolan também fez 'O Grande Truque', um ótimo suspense, com uma envolvente trama e que traz um excelente elenco - chegando até a receber indicações ao Oscar em prêmios técnicos. Voltando o relógio para o ano de 2000, vemos que Nolan elaborou 'Amnésia', um filme com uma montagem bastante peculiar e um roteiro bastante interessante. O mais recente trabalho do diretor, 'A Origem', é arrebatador e supera todas as expectativas, é a mais nova prova de que Christopher Nolan é um grande diretor; assistam!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O Bem Amado


Ao contrário do que muitos pensam e esperam, Guel Arraes não usufruiu do alto grau de bom humor de ‘O Bem Amado’ quanto poderia. Um enredo tal qual Arraes possuía nas mãos, abre espaço para um diretor criar uma comédia extraordinariamente hilária. E não apenas isso, mas ele também conta com um elenco impecavelmente competente - destaque para Marco Nanini. Todavia, ‘O Bem Amado’ não funciona tão bem assim, e acredito que isso acontece devido ao caminho excessivamente político pelo qual o filme enveredou. Se já não bastasse o constante tema político, também são feitas analogias explicitas com o governo nacional e mundial da época. Deste modo, o filme não só fica cansativo, como também despreza a capacidade do público de compreender mensagens subentendidas. Contudo, é um bom filme – que poderia ser melhor e trabalhado de maneira mais inteligente – mas ainda assim, está recomendado.

domingo, 8 de agosto de 2010

A Origem


Filmes que tratam de temas além do total entendimento humano sempre atraem o público; como: forças sobrenaturais, vida após a morte, vida na pré-história, dinossauros, seres extraterrestres, entre muitos outros mais. ‘A Origem’, traz uma dessas temáticas; desta vez, relacionada ao subconsciente. E o diretor Christopher Nolan aproveitou cada elemento que o mundo dos sonhos pode oferecer para favorecer o filme. O suspense é algo que brota espontaneamente durante ‘A Origem’, afinal, são as profundezas da mente humana que estão sendo investigadas. É como pegar um enredo policial e adicionar um novo ingrediente – o sonho – tal ingrediente, vai ser responsável por trazer todo mistério, ação e drama que circula a trama, pois é um cenário que abre espaço para que o diretor use e abuse da fantasia, da imaginação, e de recursos e efeitos especiais. ‘A Origem’ possui um roteiro complexo, é preciso atenção para não perder a linha de raciocínio, e para o próprio espectador não se perder no meio. A verdade é que ‘A Origem’ é realmente extraordinário; Christopher Nolan, depois dos notáveis ‘Batman Begins’, ‘O Cavaleiro das Trevas’ e 'O Grande Truque', se superou e fez um filme arrebatador com cenas evidenciando toda sua esperteza e talento cinematográfico. Além do mais, vale ressaltar a grande colaboração da ilustre atuação daquele que, em minha opinião, é um dos maiores atores da atualidade, Leonardo DiCaprio; também da jovem Ellen Page e todo o resto do elenco que é brilhantemente competente. Fica a dica: ‘A Origem’ está recomendadíssimo! Assistam!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Salt


Em ‘Salt’, Angelina Jolie interpreta a personagem Evelyn Salt, uma oficial da CIA acusada de ser uma espiã russa por um desertor soviético, que agora precisa evitar ser presa e tem que provar sua inocência; típico e convencional. Porém, definir quem é Salt não é uma tarefa fácil; durante o decorrer do filme, a personagem oscila entre diversas personalidades; seria porque a aparente frieza da atriz acaba por mascarar o ‘grande coração’ da personagem? Ou talvez pelo fato das caras e bocas - ‘sempre com gloss’- e os cabelos tingidos de Jolie formar um contraste muito grande com as cenas de luta corpo-a-corpo? Seja o que for, Salt é uma série de pequenos mistérios sucessivamente revelados durante a trama. Por fim, é um filme ‘como muitos outros’; na verdade, está abaixo do nível de muitos outros filmes que seguem esse padrão. Já passou da hora dos filmes envolvendo agentes secretos inovarem: já estamos cansados de disfarces superficiais que driblam até mesmo a segurança do presidente norte-americano, criminosos que facilmente fogem de dentro do carro da polícia (algemados, ainda por cima!) e de bombinhas improvisadas feitas à mão explodindo tudo e abrindo caminho pra uma fuga. Então, não recomendo nem ‘desrecomendo’ o insignificante ‘Salt’, apenas acredito que existem filmes, do mesmo gênero, muito superiores – como, por exemplo, a trilogia Bourne!